Jef

Edição brasileira do Patrón Perfectionists 2018 tem vencedor

O vencedor Rodolfo Bob apresentou o drink Ouro Latino   Na noite de segunda-feira, 29 de outubro, aconteceu no…

Fotos: Tales Hidequi

Riviera inicia comemorações de seus 70 anos com novos coquetéis

Texto: Lara Morais | Muita coisa mudou de 1949 pra cá. Ídolos, governantes, paisagens… Mas em São Paulo, na esquina da Avenida Paulista com a Rua da Consolação, o lendário bar Riviera permanece (quase que) inalterado – com seu balcão icônico, escadaria digna de cenas de cinema e salão superior com paredes de vidro, é vista privilegiada para a avenida mais famosa de São Paulo e graffiti do artista NOVE. Em 2019 o estabelecimento chega a seus 70 anos, mas com carinha de 50, e as comemorações já estão a todo vapor! Em evento realizado na quarta-feira, 5 de setembro, foram divulgados os novos coquetéis assinados pelo mixologista Marco de la Roche (editor chefe do portal Mixology News). São eles: Strawberry Bellini (purê de morangos frescos, limão, simple syrup e espumante), o Apothecary (cachaça, limão tahiti, xarope de mel, gengibre e spray de whisky Argeb) e o Eyes Opener (Campari, fernet branca, limão tahiti, néctar de agave e ginger beer). Irão juntar-se aos já conhecidos drinques preparados por décadas: o 1950 – Ches Sois (gin com infusão de damasco e amêndoas, jerez tesoro, St. German, frisante rosé e graprefruit), que é bastante aromático, tem coloração rosa millenial (para alegria dos hipsters) e deixa leve ardência na boca; o 1970 – Josefel Zanatas (bourbon, tequila, vermute tinto, fernet, Cynar, angostura e solução marinha) e o 2010 – Composição II (gin, vermute de jabuticaba, vermute bianco, rooibos, ruibarbo, beterraba, sumagre e limão siciliano), que é super contemporâneo, traz vermute produzido no Brasil e traz combinação que agrada todos os paladares. O Eyes Opener Foi no Riviera que Chico Buarque comemorou a vitória de “A Banda” no Festival da Canção. Onde o cartunista Angeli teve inspiração para a personagem Rê Bordosa ao observar as mulheres que frequentavam o bar – e eternizou o garçom Juvenal em suas tirinhas. A caminho de lá, Jorge Mautner compôs a canção Maracatu Atômico. Tantas outras histórias poderiam ser contadas de momentos que anônimos viveram no local. E pode ser o ambiente, a vista ou o álcool, mas não é à toa que o Riviera foi e será ponto de encontro da boemia paulistana.